O “neossujeito” e a autovigilância como mecanismo de produção
DOI:
https://doi.org/10.33389/desc.v6n1kurunciPalabras clave:
neoliberalismo, dispositivos de eficácia, autovigilânciaResumen
O artigo busca relacionar produtividade e sujeito no contexto neoliberal. Para tanto, são contemplados conceitos de neoliberalismo, sujeito produtivo, sujeito empresarial e autovigilância.
O neoliberalismo sendo uma nova racionalidade pautada na universalidade do princípio geral da concorrência em todos os âmbitos da vida do sujeito age em seu íntimo e, através de dispositivos de eficácia, introduz aspectos de eficácia e produção típicas das empresas.
O sujeito, então, permeado da concepção de liberdade, age para atingir sua própria eficácia e trabalha sem que tenha percepção de situações de exploração ou miserabilidade. O desemprego, a não qualificação, a miséria e falta de status não têm outros vetores, senão a própria falta de esforço do indivíduo.
Assim, o novo sujeito não é compelido a aumentar a produtividade, ele próprio emana a norma de concorrência e se culpabiliza em caso de insucesso.
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