Trauma, tempo e espectro

(o tópico historiográfico da “contemporaneidade do não contemporâneo”)

Autores/as

  • Rui Cunha Martins Universidade de Coimbra

DOI:

https://doi.org/10.33389/desc.v6n1ruimartins

Palabras clave:

historiografia, direitos humanos, contemporaneidade, memória

Resumen

Durante cerca de dois séculos funcionou. Com tudo para correr mal, a “história” e a “memória” desenvolveram um relacionamento pragmático, consciente das respetivas singularidades irredutíveis, mas também do muito que as co-implicava. Descontado, como episódio irritante, o momento hallbwachsiano – em que o próprio pai da memória coletiva fez questão de marcar as diferenças genéticas entre memória e história –, os dois pólos da equação optaram por investir nos pontos de confluência entre si. Que são vários, aliás: “as características apresentadas como típicas da memória (seleção, finalismo, presentismo, verosimilhança, representação) encontram-se, igualmente, no trabalho historiográfico”, de modo que, bem vistas as coisas, conforme sustenta Fernando Catroga, se “a história é filha da memória, o contrário também é verdadeiro”

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Biografía del autor/a

  • Rui Cunha Martins, Universidade de Coimbra

    Professor da Universidade de Coimbra. Nessa instituição, integra o DHEEAA-FLUC, sendo também membro do IGC-FDUC (aqui integra a respectiva Direção, com a função de Responsável pelas Relações Académicas Luso-Brasileiras, bem como a Coordenação do Programa de Pós Doutoramento em Democracia e Direitos Humanos).  É ainda investigador integrado do IHC-UNL e do IN2PAST. As suas áreas de investigação, na confluência do Direito, da História, e da Ciência Política, reportam-se ao problema da prova e do processo, no quadro dos mecanismos de decisão, assim como às questões da transição e mudança política, ou aos fenómenos do limite e da fronteira na contemporaneidade. Sobre estes temas tem proferido inúmeras conferências, orientado múltiplas teses de doutoramento e assegurado cursos e seminários, tanto em Portugal quanto em Espanha, França ou Brasil, país em que tem sido frequentemente professor visitante (Porto Alegre, Curitiba, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras localidades) e onde publicou diferentes trabalhos, com destaque para "O Ponto Cego do Direito - The Brazilian Lessons" (1° e 2° ed. Lúmen Juris, 2010 e 2011; e 3° ed. Atlas 2013) e "O Método da Fronteira - Radiografia Histórica de Um Dispositivo Contemporâneo" (1° ed. Univ. Salamanca, 2007; e 2° ed. Almedina, 2008). Recebeu, em 2012, o Prêmio EMERJ, que lhe foi atribuído pela Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro "atendendo aos relevantes serviços prestados à cultura jurídica, ao poder judiciário e à sociedade brasileira".

Publicado

2025-07-23

Cómo citar

MARTINS, Rui Cunha. Trauma, tempo e espectro: (o tópico historiográfico da “contemporaneidade do não contemporâneo”). DESC – Derecho, Economía y Sociedad Contemporánea, [S. l.], v. 6, n. 1, p. e006, 2025. DOI: 10.33389/desc.v6n1ruimartins. Disponível em: https://desc.facamp.com.br/seer/index.php/FACAMP/article/view/v6n1ruimartins.. Acesso em: 4 aug. 2026.